Cardus Edição 74, 15-02-2020

Selos












Dinastia de Aviz


Esta série de oito selos foi emitida pelos CTT em 6 de maio de 1949, portanto, há mais de setenta anos. Apesar da idade, ainda hoje é uma série muito procurada no mundo da filatelia pela qualidade e riqueza das imagens pintadas por Pedro Guedes e impressas em heliogravura na Suíça pela firma Curvoisier S. A., em papel porcelana entremeado de fios azuis e vermelhos. Por alguma razão os CTT investiram bastante nesta série. Os selos circularam até 1952 altura em que deixaram de ser comercializados.

As figuras são as que ficaram ligadas à dinastia de Aviz, cujos nomes vale sempre a pena recordar:

 

João I (selo de $10): O Mestre de Aviz, fundador da dinastia, falecido em 1433.

 

Filipa de Lencastre (selo de $30): nascida em Inglaterra, neta de Eduardo II. Esposa de D. João, teve oito filhos (a chamada Ínclita Geração). Morreu de peste apenas com 28 anos de idade.

 

Infante D. Fernando (selo de $35): extremamente religioso e humilde, ficou prisioneiro dos mouros na expedição a Tanger de 1437. Foi posto a ferros e martirizado durante seis anos, à espera dum resgate que nunca veio.

 

Infante D. Henrique (selo de $50): figura sobejamente conhecida da História de Portugal, a mais importante do início da era das descobertas.

 

Nuno Álvares Pereira (selo de 1$00):  considerado o maior estratega, comandante e génio militar português de todos os tempos, comandou forças em número substancialmente inferior ao inimigo e venceu todas as batalhas que travou.

 

João das Regras (selo de 1$75): grande orador e homem de leis, convenceu as cortes a aclamarem D. João I como rei de Portugal.

 

Fernão Lopes (selo de 2$00): o cronista-mor do reino a quem se deve tudo o que hoje sabemos sobre a monarquia portuguesa até ao rei D. Duarte.

 

Afonso Domingues (selo de 3$50): arquiteto do Mosteiro da Batalha, dirigiu os trabalhos desde o seu início em 1386 até 1402. Já cego, reconstruiu a abóbada da sala do capítulo que havia ruído sobre a responsabilidade do mestre anterior. Morreu debaixo dela, não por ter ruido novamente, apenas por não ter resistido ao jejum de três dias a que o mestre se impusera.

 

Uma grande série para grandes figuras da história de Portugal.