Cardus Edição 100, agostoo 2021


VISITAR MUSEUS FAZ BEM À SAÚDE…

António Acciaioli Campos

Nota: texto elaborado com base na rubrica diária que o autor mantém na Rádio Amália: “Sei de um rio, sei de um Museu.”

Museu da Farmácia



O Museu da Farmácia está localizado entre o Bairro Alto e a Bica em Lisboa, bem perto do mirador da Santa Catarina. É um espaço cultural riquíssimo e muitas das peças que constituem o seu acervo foram doadas por farmacêuticos.

A coleção do Museu da Farmácia representa cerca de 5.000 anos de história da Saúde, sendo constituída por inúmeras peças de diversas origens geográficas – Egipto, Roma, Mesopotâmia, Grécia, Tibete, China, Japão entre muitas outras. 

Neste espaço museal, podemos apreciar a reconstituição de algumas Farmácias ao longo do tempo, como por exemplo, uma farmácia de Macau, uma outra portátil, usada por Carlos Sousa no Lisboa Dakar 2006, bem como, um exemplar levado pela NASA a bordo de uma missão no Espaço.

São muitas as peças que atraem a atenção do público desde um sarcófago do Antigo Egito, onde saúde e religião “andavam de mãos dadas” ou, ainda, peças pré-colombianas, como vasos usados pelos maias, incas e astecas na preparação e conservação de remédios.

No vasto acervo deste belíssimo Museu, incluem-se máquinas e aparelhos utilizados pelas boticas no fabrico e armazenamento de medicamentos, almofarizes, vasos de botica, frascos de farmácia de vidro, balanças, matrazes, máscaras africanas usadas pelos curandeiros e feiticeiros de diferentes continentes, etc. etc.

Podemos encontrar, também, as primeiras peças recolhidas no âmbito das pandemias que ocorreram ao longo dos séculos.

Na visita virtual, o núcleo da Idade Média apresenta as diversas técnicas de combate e proteção contra as epidemias. O fato preto e a máscara de proteção, em forma de bico de pássaro, usados pelos médicos na assistência aos doentes atingidos pela peste negra, estão entre as peças mais procuradas, atualmente, no Museu da Farmácia.

O património deste Museu foi recentemente enriquecido com uma doação da Embaixada da Rússia em Portugal, de um conjunto de amostras da vacina russa Sputnik, com frascos das primeiras vacinas que foram administradas no nosso país, quer no Porto, quer em Lisboa, com amostras em ampolas do vírus Covid-19 do Hospital de São João, no Porto, que foi o primeiro a detetar um caso em Portugal, bem como, com exemplares dos famosos ventiladores portugueses, material para testes de deteção do vírus e várias máscaras de proteção, entre as quais, a primeira máscara social que foi anunciada em Portugal.

São muitas as razões para visitar este belíssimo museu… pois “Visitar Museus faz bem à saúde!”

António Acciaioli Campos