COMPLETE O POEMA

A página esquerda contém dados e indicações sobre o exercício que deverá ser realizado na página direita. No fim "verifique as respostas" para saber o resultado.

Deriva VIII

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Portugal comemora o seu dia na data da morte de Camões, poeta de vida incerta e andarilho, como muitos portugueses, e por isso esse é também o dia das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo. 


Propomos um passatempo que tem por base um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen, o qual faz parte de um conjunto intitulado “Deriva”. Este poema fala das andanças e achados dos portugueses pelo mundo, muitos dos quais nascidos do acaso e da aventura.


Complete o poema com as palavras que faltam, se necessário recorrendo às dicas ([?]).
Nota: as oito palavras rimam umas com as outras.


Interprete o poema. Encontre um “tom” para a voz que nele “fala”: entusiasmado com o que conheceu, espantado com a variedade do mundo, pedindo desculpa por não ter cumprido as metas, com receio de ser castigado, arrogante por ter superado as expectativas.

Diga o poema nesse “tom” e experimente gravá-lo. Se gostar partilhe-o com a família, amigos e, já agora, com a equipa que produz este pequeno espaço digital.

 

Oiça a interpretação da autora e, se necessário, tire as dúvidas de uma ou outra das palavras em falta no poema.




Isabel Raposo, Maio 2020

Deriva VIII

de Sophia de Mello Breyner Andresen

Vi as águas os cabos vi as ilhas
E o longo baloiçar dos
Vi lagunas azuis como safiras
Rápidas aves furtivos
Vi prodígios espantos maravilhas
Vi homens nus bailando nos
E ouvi o fundo som das suas falas
Que nenhum de nós entendeu
Vi ferros e vi setas e vi lanças
Oiro também à flor das ondas finas
E o diverso fulgor de outros
Vi pérolas e conchas e
Desertos fontes trémulas campinas
Vi o rosto de Eurídice das neblinas
Vi o frescor das coisas
Só do Preste João não vi

As ordens que levava não cumpri
E assim contando tudo quanto vi
Não sei se tudo errei ou descobri