Cardus Edição 86, 16-08-2020
Férias, esse tempo de brandura com que nos fundimos e nos permitimos preguiçar deixando que a tibieza comande o corpo e o pensamento. Soltamos as guias que circundam os caminhos, de cá para lá e de lá para cá, que percorremos todos os dias e, sem darmos por isso, todos os nossos sentidos espertinam: tudo brilha com mais cor, mais sabor, mais aroma e até o vento é melodia.
É também nas férias que a imaginação e a criatividade mais se desprendem e se sacodem, e, por magia, qual lâmpada de Aladino, começam a pronunciar-se sob diversas formas fazendo jus à afirmação do artista japonês Akira Yoshizawa que dizia “quando as mãos estão ocupadas o coração está sereno”.