Cardus Edição 100, agosto 2021
É isso mesmo! Esta é a centésima crónica do Cardus. A primeira saíu a 06-02-2017 e é dela a imagem que vemos acima.
São, portanto, mais de quatro anos de escrita e imagens. Inicialmente com uma periodicidade quinzenal que passou a mensal no fim do ano passado. Isto porque, embora não pareça, são necessários alguns dias para escrever e montar as páginas. E o tempo começa a ser pouco, mesmo para aqueles a quem teóricamente não devia faltar.
O projeto (chamemos-lhe assim) onde esta crónica se insere, está correntemente estabilizado num universo de 300 leitores (visitas) e uma lista de distribuição com 41 endereços. Começou por ser uma página pessoal mas evoluiu para um formato mais generalizado e abrangente a partir do momento em que foi possível envolver mais pessoas. A equipa é neste momento constituída por cinco, cada uma com um tema ou área própria. Não tem o formato de blog onde o material se vai acumulando e onde é posível olhar para trás, os conteúdos temáticos são renovados em cada edição. É tipo jornal à antiga, que se comprava, se lia, e se deitava fora ou se aproveitava o papel para fazer embrulhos.
O projeto não tem ambições económicas, não tem publicidade, nem está incluído nos meios de grande divulgação. É apenas um espaço digital, com acesso público, onde todos podem ir, mas só vai quem quer e conhece. É como uma pequena mercearia de bairro onde só vamos porque conhecemos o dono ou estamos interesssados num pequeno produto que há lá e em mais nenhum supermercado da grande distribuição. É um espaço que se pretende de prazer, tipo banca de artesão, com produtos que não vendem ou vendem pouco, apenas que o artesão gostou de fazer e que alguns gostam de apreciar.
É um espaço aberto que gostaria de ver mais preenchido. E acho que é a altura de o Cardus dar mais um salto. Escrever faz bem à saúde (para além de visitar museus). Grande parte de nós tem belas histórias para contar, tem áreas onde o conhecimento é profundo. É uma pena não partilhar estas histórias e conhecimentos, deixar que morram connosco e não as lançar à terra para que possam germinar algures e manter o ciclo da vida. É também saudável dar asas ao pequeno artesão que está dentro de muitos de nós.
Se me está a ler e se o parágrafo acima mexeu consigo, não hesite! Veja a carta de princípios na página de apresentação, enquadre-se nela e pronto. Entre em contacto comigo (pp@cardeira.net), analisamos o que quer mostar, reservo-lhe o espaço e monto-lhe a banca. O que tem de fazer é expor e o que expuser sai com a sua assinatura. No fim de um ano de trabalho, publico os materiais de cada um num livro e ofereço-o ao autor, isto num jantar em que todos participam. É apenas isto que posso oferecer a quem quiser participar neste jornal.
É mais um desafio. O que existe para já está assegurado. Tudo o que mais vier é ganho.
Cardus