Cardus Edição 140, dezembro 2024

FILATELIA

Edmundo

SELOS, essa coisa admirável!




Dados técnicos:
Data de emissão: 07.10.2024
Design: Unidesign / Helder Soares
Impressor: Cartor

Mais informação

PORTUGAL - MARROCOS

Emissão Conjunta

Portugal e Marrocos encontram-se unidos por uma longa historia, fruto da sua proximidade geográfica, e são herdeiros de um imenso legado comum, composto por uma multiplicidade de influências recíprocas, refletidas nas mais variadas vertentes, incluindo as artes, a cultura, a lingua e a arquitetura, entre outras.
Foi há 250 anos, em 1774, que se assinou o Tratado de Paz, Navegação e Comércio, pedra angular sobre a qual se edificou o relacionamento político-diplomático entre ambos os países. Desde então, as relações político-diplomáticas bilaterais têm-se caraterizado pelo seu elevado equilíbrio e estabilidade, distinguindo-se por uma evolução positiva e mutuamente enriquecedora.

In pagela dos CTT

Para comemorar os 250 anos da celebração do Tratado de Amizade, Boa Vizinhança e Cooperação entre Portugal e Marrocos, as administrações postais destes dois países emitiram uma série conjunta de dois selos.

Os motivos dos selos (comuns nas edições marroquina e portuguesa) são a Estátua Equestre de D. José I e Arco da Rua Augusta, de Portugal, e a Sqala du Port, Essaouira (nome dado à torre defensiva daquele porto de pesca), de Marrocos.

Depois de alguma investigação descobri que os motivos escolhidos têm a ver com os signatários do tratado, o rei D. José, no caso de Portugal, e o sultão Mohammed Ben Abdallah,  no caso de Marrocos. Foi este último que mandou construir a Sqala du Port.

As cerimónias de lançamento das emissões foram realizadas na mesma data, uma em Lisboa e outra em Rabat. Enquadrada na celebração da efeméride esteve também patente (de 19 de julho a 30 de agosto de 2024) uma mostra documental no Arquivo da Torre do Tombo, em Lisboa. O vídeo que se segue corresponde à sessão de lançamento portuguesa que ocorreu no palácio das Necessidades onde esteve presente o embaixador de Marrocos.

Estive por duas vezes em Marrocos em estadias curtas mas viajando pelo interior até onde o deserto começa. Em nove anos notei que há muitas mais mulheres no mercado de trabalho, que o país se tornou mais limpo, mais cuidado e (pareceu-me) mais desenvolvido. Talvez por isso, também, mais caro. Ao contrário do que possa parecer é um país aberto com uma população que acolhe bem quem a visita. E onde há de tudo: verde, montanhas, neve, aridez e, também, rios. E onde existe, e é conservado, um pequeno mas relevante património arquitetónico de origem portuguesa.