Cardus Edição 130, fevereiro 2024
O Calendário zodíaco chinês não regula as agendas na China mas é nele que são, ainda hoje, baseados os grandes acontecimentos culturais do país. O início do Novo Ano é uma festa marcante em toda a China, festejada no país e, quase diria, em todo o mundo, pois até em Portugal recordo já ter lido o programa das festas. A visibilidade das celebrações atraem os correios de muitos países (mesmo os ocidentais) que aproveitam para emitir séries filatélicas sobre a celebração.
O novo Ano lunar chinês (o 4721 do calendário) tem ínício no próximo dia 10 de fevereiro e vai ser o ano do dragão, o único animal do calendário que não tem existência real, pelo que a sua representação é fertil em criatividade e simbologia. Leng Bingchuan, que desenhou o selo emitido pelos correios do Liechtenstein, representa-o duma forma muito própria, muito abstrata, com elegância e vitalidade, como refere a informação sobre o selo. É um dragão rico, dourado, que no selo real se torna ainda mais vivo.
O dragão é o animal do zodíaco mais popular na China. É visto como um símbolo de poder, de felicidade e sucesso. O Zodíaco associa aos nascidos no ano dragão idealismo, perfecionismo, empreendedorismo, paixão e autoconfiança, as caraterísticas que dizem ser fundamentais para uma vida de sucesso. Por esta razão as famílias chinesas procuram que os filhos nasçam no ano do dragão, leio que nestes anos a taxa de natalidade é maior. Do lado ocidental as coisas são diferentes, aqui o dragão é visto como um animal aterrador que deita fogo pela boca, não para festejar, mas para assustar ou atacar.
Alegre-se assim quem tem filhos perspetivados para este ano. Esteja certo o zodíaco chinês e eles vão ser privilegiadamente felizes.