Cardus Edição 139, novembro 2024


VISITAR MUSEUS FAZ BEM À SAÚDE…

Antonio

Nota: texto elaborado com base na rubrica diária que o autor mantém na Rádio Amália: “Sei de um rio, sei de um Museu.”

NOVO JARDIM DO CENTRO DE ARTE MODERNA DA FUNDAÇÃO CALOUTE GULBENKIAN


A Fundação Calouste Gulbenkian criada em 1956, inclui hoje, um museu, um centro de arte moderna, uma orquestra e um coro, uma biblioteca de arte e um arquivo, e ainda, um instituto de investigação científica.

O Museu Calouste Gulbenkian acolhe uma das mais importantes coleções privadas de arte do mundo e, o Centro de Arte Moderna (CAM) reúne a maior e mais completa coleção de arte moderna e contemporânea portuguesa.

Em 1969 foi inaugurado o edifício da Sede e Museu da Fundação Calouste Gulbenkian, desenhado por um trio de arquitetos portugueses – Ruy d'Athouguia, Alberto Pessoa e Pedro Cid, tendo a envolvente e os jardins, sido concebidos pelos arquitetos paisagistas – Gonçalo Ribeiro Telles e António Viana Barreto. Posteriormente, em 1983, foi construído o Centro de Arte Moderna (CAM) da autoria do arquiteto britânico Leslie Martin.

Com a posse do jardim ao sul da Fundação, foi necessário redesenhar o Jardim e o CAM, destruindo as fronteiras que existiam com o Palácio Vilalva, junto à rua Marquês de Fronteira. Para este desafio foi lançado um concurso internacional, tendo sido escolhidos para desenhar o projeto, o arquiteto japonês Kengo Kuma e o arquiteto paisagista libanês Vladimir Djurovic.

Visitar este novo espaço para apreciar estas duas deslumbrantes obras já seria razão suficiente para justificar uma deslocação. É deslumbrante a forma conseguida para quebrar as antigas fronteiras, permitindo que o CAM, em simbiose com o jardim, se transfigure numa suave e harmoniosa passagem entre os dois espaços, anteriormente separados. Torna-se também muito interessante visitar o novo lugar, para apreciar e refletir sobre a museografia e as opções expositivas escolhidas no interior do CAM.

As importantes obras que o CAM tem no seu espólio não estão expostas na sua maioria, como estávamos habituados, tendo-se optado pela apresentação de exposições temporárias, que cruzarão com outros olhares e temáticas, um espólio que reúne cerca de 11 700 obras de arte de diferentes tipologias, entre pinturas, esculturas, instalações, desenhos, gravuras, fotografias, filmes e vídeos. Mais um desafio lançado pela Fundação Calouste Gulbenkian que nos fará por certo voltar aos seus espaços para redescobrir as suas belíssimas coleções.