Cardus Edição 139, novembro 2024
ATUM
Nos Açores chama-se Bonito, em Espanha, Listado, em França, Listão e na Madeira é conhecido por Gaiado.
O atum é um peixe de corpo alongado e hidrodinâmico, adaptado para longas migrações em águas oceânicas tropicais ou subtropicais. Possui a capacidade de elevar a sua temperatura corporal acima da temperatura da água onde nada, devido ao seu sistema vascular especializado e, assim sendo, consegue nadar ao longo de todo o oceano. Num único dia consegue percorrer até 170 km.
O atum é um dos peixes mais populares e amplamente consumidos em todo o mundo, conhecido pela sua carne saborosa e versátil. A sua carne vermelha é rica em proteínas e possui uma textura firme e suculenta, tornando-a ideal para uma variedade de preparações culinárias.
Existem catorze espécies de atum, pertencentes a 4 géneros, cada uma com suas próprias características distintas.
1 posta de atum (2 bifes)
3 dentes de alho
2 Cebolas cortadas aos pedacinhos
1 ramo de salsa
Sal q.b.
Piri – piri
Ervas aromáticas (tomilho, segurelha)
Azeite
3 colheres de sopa de vinagre balsâmico
Nos últimos anos a Madeira tem produzido belíssimos vinhos de mesa.
Sugiro para este prato:
CARACOL DOS PROFETAS, Branco 2022 (Vinho do Porto Santo)
Casta: Caracol
Teor alcoólico: 13%
Preço: cerca de 25€
O frasco do escabeche deve ficar totalmente coberto por azeite.
De preferência guardar de um dia para o outro antes de consumir.
O frasco pode ser guardado vários dias no frigorífico. O azeite congela. Retirar o frasco do frigorífico 30 minutos antes de consumir o escabeche.
O Atum de Escabeche pode ser servido como entrada ou como prato principal sendo que, neste caso, deve ser acompanhado com semilhas* cozidas ou com milho frito.
As receitas tradicionais de “atum de escabeche da Madeira” são diferentes da referida neste texto e estão disponíveis em vários sites na NET.
Se for à Madeira não deixe de visitar o Mercado dos Lavradores … onde podemos constatar que as peixeiras … são todas homens …
*Semilha é o nome dado na Madeira à batata. Esta palavra tem origem na "semilla" espanhola que aparecia escrita nas etiquetas que acompanhavam os primeiros tubérculos que chegaram à ilha, importados das Canárias.