Cardus Edição 131, março 2024

CARDUS


Una Furtiva Lagrima


Matthew Polenzani canta a ária do Ato II de Nemorino no ensaio geral final. Produção: Bartlett Sher. Maestro: Domingo Hindoyan. Temporada 2017–18. The Metropolitan Opera (MET).

Quem não esperou na vida,
por um sinal,
um gesto,
um indício,
qualquer coisa
que diz,
que confirma,
que tira as dúvidas,
que dá a certeza;

sem letras,
sem voz,
apenas um sinal,
um gesto,
um pormenor,
um deslize,
um olhar que se fixou;

a certeza,
que faltava?



Da Wikipédia

Una furtiva lagrima é uma ária do último ato da ópera L'elisir d'amore, de Gaetano Donizetti. Estreou no Teatro della Canobbiana de Milão, em maio de 1832.

Letra em Italiano:

Una furtiva lagrima
negli occhi suoi spuntò:
Quelle festose giovani
invidiar sembrò.
Che più cercando io vo?
Che più cercando io vo?
M'ama! Sì, m'ama, lo vedo. Lo vedo.
Un solo istante i palpiti
del suo bel cor sentir!
I miei sospir confondere
per poco a' suoi sospir!
I palpiti, i palpiti sentir,
confondere i miei co' suoi sospir...
Cielo! Si può morir!
Di più non chiedo, non chiedo.
Ah, cielo! Si può! Si può morir!
Di più non chiedo, non chiedo.
Si può morir! Si può morir d'amor.

Letra em português:

Uma lágrima escondida
Nos seus olhos surgiu...
que aquelas moças festivas
pareceram ficar com inveja.
O que mais eu quero?
O que mais eu quero?
Ela me ama! Sim, me ama, eu vejo.. eu vejo!
[Eu queria apenas] por um momento
ouvir as palpitações do seu coração,
e os meus suspiros se misturando
com os seus suspiros!
Os batimentos do seu coração sentir,
e nossos suspiros se misturando!
Céus!... Daí sim eu poderei morrer!
Não peço mais do que isso... não peço!
Ah, céus! Sim, poderei morrer,
poderei morrer...
... de amor!