Cardus Edição 126, outubro 2023
Dados técnicos:
Emissor: Romfilatelia
Data de emissão: 18.08.2023
Design: Rãzvan POPESCU
Li, algures, já lá vão uns bons anos, um facto narrado por um professor que, ao pedir aos alunos para desenharem um frango, recebeu de grande parte deles um desenho com um paralelepípedo castanho, naturalmente inspirado nas embalagens de carne de frango congelada que se compram nos supermercados.
A imagem duma casa familiar com quintal e a chamada criação é coisa do passado. Dos chamados animais domésticos o único que resta é o cão que, em grande parte dos casos, vive agora dentro da casa e deixou a sua função de guardador. Mesmo no interior do país é já muito raro verem-se casas com o quintal ocupado pela criação, isto é, o porco alimentado pelas sobras das refeições, as galinhas soltas debicando aqui e acolá, os coelhos nas gaiolas, os patos a chafurdarem no charco e os perus a lançarem o seu glu glu tradicional. Hoje já ninguém come do quintal, vai-se ao supermercado e está lá tudo, a carne preparada e embalada e, realmente, para quem é deste século, um frango é isso mesmo, uma embalagem retangular. Os animais domésticos vivem agora em aviários, mal se podem mexer, a comida passa-lhes à frente da boca ou do bico, é só engorda e, no caso dos que põem ovos, estes caem diretamente para uma esteira que os levam para as caixinhas, e seguem depois por diversos caminhos que vão todos dar às prateleiras dos supermercados. O progresso é assim, os tempos e os processos mudam, os idosos ficam com uma certa nostalgia dos tempos passados, os novos, a seu tempo, também.
Esta emissão dos Correios da Roménia é, deste modo, uma maneira de recordarmos alguns desses animais simpáticos que nos tempos dos nossos avós lhes davam música todos os dias e, regra geral, acabavam nas barrigas de cada um.
Assim era designada esta ave em Angola. Fêmeas e machos são muito parecidos. Fazem muito barulho e vivem em grupo não se misturando com as outras aves. O casal é fiel, a poligamia não existe entre as capotas. Não gostam do “choco”, esta tarefa é desempenhada coletivamente sobre grandes pilhas de ovos, pelo que muitos pintainhos não chegam a nascer por não receberem o aquecimento necessário.
Segundo a pagela, a capota é originária da África Ocidental, onde foi domesticada entre 1300 a 5500 anos.
Quem não conhece esta senhora? Mãe extremosa, ninguém se atreva a incomodar os seus meninos quando pequeninos e loirinhos, a menos que esteja interessado numa bicada. Canta quando põe um ovo, não se sabe se de alívio ou para avisar quem por ele espera. Nos dias de mau humor (quando está choca) nem os galos se metem com elas.
Foram domesticadas há cerca de 6.000 anos no Sudeste Asiático. É seguramente o animal doméstico mais conhecido e o que mais alimenta a espécie humana, tanto em carne como em ovos. As estimativas de produção para este ano são de 35 mil milhões de galinhas.
Quem não conhece este senhor? Quem nunca viu um galo a correr atrás duma galinha? E uma galinha a sacudir-se quando finalmente se livrou do peso que tinha em cima?
A parte mais conhecida do galo é o cantar. Que começa bem cedo, ainda o sol não se levantou. E canta bem alto, segundo o povo, para avisar o galinheiro que continua vivo e no comando. E para quem mais o ouvir que mais um dia está a chegar.
O peru não é propriamente um animal atraente, pelo menos para quem escreve. Começa pela cor da pele (avermelhada) e pelo queixo mucoso comprido e caído. E os sons que emite fazem parecer que está engasgado ou com soluços.
É a maior ave doméstica, ocupa o sexto lugar na produção para alimentação humana (300 milhões anuais). Tem origem na América Central (México) onde foi domesticada há quase dois mil anos.
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