Cardus Edição 119, março 2023
Dados técnicos:
Data de emissão: 23.01.2023
Designer: György Kara
Este selo (folha miniatura) foi emitido pelos correios da Hungria em honra da Casa da Música da Hungria. O selo tem a forma circular, pode ser retirado pelo rendilhado e ser colado num envelope, com uma carta dentro, coisa que as gerações mais frescas já não sabem o que é.
O edifício, a que o selo é dedicado, foi construído no parque da cidade de Budapeste, e foi desenhado por Sou Fujimoto, um arquiteto japonês. A construção foi iniciada em setembro de 2018 e teminada três anos depois, com a abertura ao público em 22 de janeiro de 2022 provavelmente com um grande concerto.
O projeto visa ligar a música, a natureza, a luz e o som. E pelas imagens do selo e daquelas que se podem encontar na net, isso foi notavelmente conseguido. O edifício está perfeitamente integrado no ambiente natural do parque, tem muita luz e cores muito vivas, até parece que a natureza entra pelos salões dentro.
O edício alberga um grande salão para exposições na cave e, ao nível do chão, duas salas interiores destinada à realização de eventos de música ao vivo, concertos e workshops. No exterior e junto ao lago, existe uma zona ajardinada onde também se poderão realizar concertos agora ao ar livre. No primeiro andar encontra-se a biblioteca e espaços para reflexão, estudo e formação.
Apesar de recente, o edifício já ganhou muitos prémios, como sejam, em 2019, o Melhor Edifício Público na Europa” e “o Melhor Edifício Público Internacional” e, em 2020, foi considerado “o melhor investimento imobiliário na área da música”. É atualmente considerado uma atração artística em termos de arquitetura.
Para completar o selo nada melhor que um vídeo. Dos alguns que vi na internet deixo aqui este que, embora com legendas em húngaro, nos dá uma boa panorâmica do início ao final da construção. Como se pode ver, onde hoje está a Casa da Música estava um edifício em ruínas (antigo parque de exposições) num espaço abandonado. Matéria prima desta não falta em Portugal, ninguém a recupera, ninguém a reconverte, ninguém, ao menos, a deita abaixo e deixa a natureza fazer o que sabe.