Comece por ler o texto informativo sobre a raça que corresponde a um dos quadros, clicando sobre o botão que se encontra abaixo. Lido o texto “agarre” o selo (coluna da esquerda) que identifica a raça descrita e “arraste-o” para dentro do quadro. Se estiver certo o selo fica no quadro, se não volta à posição inicial. Nota: coloque o cursor sobre o selo para identificar o nome da raça.
Caprinos de estatura média que se dispersaram pelo país a partir da região da Serra da Estrela. Existem quatro ecótipos, estando aqui representado o Jarmelista. As cabras deste ecótipo apresentam duas listas na face, de cor castanha mais clara. São produtoras de leite.
É a maior raça dentro do grupo a que pertence (caprinos) com 13.771 exemplares (13.083 fêmeas e 688 machos) em 187 criadores.
Esta é uma das raças bovina autóctones de maior corpulência, apresentando pelagem vermelha, variando entre o trigueiro e o mogno. Tem solar no Alto e no Baixo Alentejo , encontrando-se bem adaptada ao clima quente e seco. Historicamente utilizada como animal de trabalho, é atualmente criada para a produção de carne em sistemas extensivos.
Segundo o catálogo citado existem atualmente 8562 animais puros (8362 fêmeas e 200 machos) em 133 criadores.
Esta ovelha tem o seu solar no Barrocal Algarvio, onde, tradicionalmente, foi explorada para obtenção de carne, leite e lã (sendo esta especialmente apreciada para a confeção de mantas e colchões). Esta raça apresenta os chifres em espiral larga e horizontal e a lã é branca e do tipo churro (de qualidade inferior, mas valorizada para a confeção em produtos artesanais). Desde cedo que esta raça se distingue pela corpulência, sendo atualmente criada em regime extensivo para a produção de carne.
De acordo com o catálogo existem atualmente 1690 exemplares.
Esta raça tem o solar no Nordeste Algarvio; é corpulenta, com uma pelagem curta, predominantemente branca, com pelos castanhos ou pretos distribuídos de forma irregular ou formando malha. É criada em regime extensivo, pela aptidão leiteira, decorrendo as ordenhas normalmente entre janeiro e julho.
De acordo com o catálogo citado existem 2.607 animais desta raça.
Já foi a raça de Merino mais abundante em Portugal, por ser mais rústica e resistente a doenças. Foi substituída pela variedade branca por esta ter uma lã mais procurada pela indústria (sem cor e mais fina). Um pouco menos corpulento que o merino branco, tem o velo muito mais intenso e tochado, recobrindo a cabeça, todo o pescoço, ventre e membros quase até aos pezunhos.
Existem 13.039 animais desta raça.
Com solar na região do Minho e arredores, mas distribuída por todo o território nacional, é uma raça bastante rústica, resistente quer a doenças quer a fatores ambientais adversos. Este galináceo é criado em regime tradicional nas pequenas explorações do Minho e Trás-os-Montes, aproveitando os excedentes da produção (milho, ervas, couves). Estas capacidades permitiram complementar a agricultura de subsistência com a produção de ovos e com a utilização da sua carne em pratos bem típicos como o arroz de cabidela ou o cozido à portuguesa. As penas são também utilizadas no fabrico de plumas para a pesca da truta. Tem um plumagem de aspeto mosqueado, matizado de cinzento-escuro em fundo branco.
Estão registados 6223 animais, dos quais 5213 fêmeas e 1010 machos, em 271 criadores.
Esta raça de pequenos cavalos de cor castanha, cuja altura ao garrote nos adultos não excede os 1,35 metros, é sobretudo criada em liberdade nas serras do Noroeste de Portugal.
Historicamente usado na agricultura e no transporte, tem atualmente um papel importante em atividades lúdicas (como atrelagem e corridas), turísticas e terapêuticas (hipoterapia e equitação adaptada). Por ser criado em liberdade, desempenha também um papel fundamental no ecossistema de que faz parte.
De acordo com o catálogo existem atualmente 2682 exemplares.
São animais de pequena estatura, com origem nas planícies das bacias dos rios Tejo, Sado e Guadiana. A população existente nos dias de hoje foi recuperada a partir de um pequeno núcleo de animais encontrado no vale do rio Sorraia. A raça encontra-se classificada como “particularmente ameaçada” já que o efetivo atual ronda os duzentos animais. Devido ao seu temperamento e à facilidade de aprendizagem, este cavalo revela uma notável aptidão para o ensino da equitação e para iniciação em competição de crianças e jovens, bem como um grande potencial de utilização em turismo equestre.
Estão identificados 112 animais
Raça caraterística das terras de Miranda, no Planalto Mirandês, este animal é tradicionalmente usado para transporte de pessoas e produtos e apoio na lavoura, sendo que, atualmente, tem um importante papel ecoturístico na região.
De estatura elevada, com pelo comprido e grosso, de cor castanha escura, com gradações mais claras nos costados e face interior do tronco. A cabeça é volumosa e as orelhas grandes e com pelo abundante. Os olhos são habitualmente rodeados por uma mancha branca.
De acordo com o catálogo existem 362 animais desta raça.
Animais de morfotipo mediano, adaptados às serras pouco férteis do Sul do país. Tradicionalmente utilizada para lavrar, transportar e como bois de cabresto, é explorada atualmente em sistema extensivo. Existem quatro variedades de pelagem, estando aqui representada a Malhada de Vermelho.
Estão identificados 8.565 animais
É criado em sistema agro-silvo-pastoril de montado em toda a região Alentejana, alimentando-se de produtos agrícolas associados ao ecossistema mediterrânico como cereais, bolota ou ervas. A Carne de Porco Alentejana DOP e vários presuntos/paletas DOP e IGP são alguns dos principais produtos desta raça. Animal de corpulência média, pele de coloração preto ardósia, cerdas raras e finas, cabeça comprida e fina e orelhas pequenas e finas, triangulares e dirigidas para a frente. Apresenta quatro variedades: Lampinha, Ervideira, Caldeira e Mamilada.
Estão referenciados 5025 exemplares (4501 fêmeas e 524 machos) em 352 criadores.
Ovelha de estatura mediana, de cor branca ou preta, é considerada a raça ovina nacional com maior aptidão leiteira. São exploradas em pequenos rebanhos, de cerca de 50 ovelhas, principalmente na área da bacia hidrográfica do rio Mondego. O principal produto é o Queijo Serra da Estrela (DOP) que tem um importante papel cultural e socioeconómico na região. A sua lã é do tipo bordaleiro, com caraterísticas intermédias entre o tipo Churro e o Merino. Atualmente é um subproduto com baixo valor comercial, apesar de em tempos ter tido utilização económica, nomeadamente nos anos 30 do século XX, na confeção de fraldas, levando à predominância da variedade branca, em detrimento da variedade preta (Cordinha).
Estão contabilizados no momento 20.341 animais de raça pura (19.239 fêmeas e 1102 machos) em 211 criadores.