Cardus Edição 118, fevereiro 2023
Ser avó é sentir o coração a derreter com a doçura de uma gracinha.
Ser avó é ficar embrulhada no encanto de um sorriso que nos é atirado.
É inchar de ternura quando o colo é preenchido, como um ninho de chegada sem tempo de partida.
É engordar de alegria com as brincadeiras de faz de conta, de manhã, à tarde ou à noite.
É ser um cavalo, um burro ou um cão e andar de gatas pela casa fora. E imitar os sons dos animais em cada volta, volta e meia.
Ser avó é apreciar a leveza do tempo, não ter horas para dormir, comer ou brincar, porque todos os momentos podem estar, ou não, na hora.
É ficar apaziguada com as mazelas da idade. Fingir que se ouve as recomendações dos pais e esquecê-las logo a seguir. É não ver as roupas molhadas ou sujas de lama e não concordar com as regras da modernice.
Ser avó é deixar as restrições, os medos e as preocupações em casa dos pais e viver em pleno a magia e o encanto das crianças!