Cardus Edição 116, dezembro 2022


VISITAR MUSEUS FAZ BEM À SAÚDE…

António Acciaioli Campos

Nota: texto elaborado com base na rubrica diária que o autor mantém na Rádio Amália: “Sei de um rio, sei de um Museu.”



NATAL


Natal é em dezembro
mas em maio pode ser
Natal é em setembro
é quando um homem quiser
Natal é quando nasce
uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto
que há no ventre da mulher

José Carlos Ary dos Santos

Estamos na época do Natal e o Pai Natal anda por todo o lado.

Onde terá nascido o Pai Natal?

A Imagem do Pai Natal teve origem na Turquia no ano 280 a.C. e baseia-se na vida de um bispo chamado Nicolau, que tinha bom coração e ajudava os mais necessitados, distribuindo sacos com moedas que deixava nas chaminés das casas.

Mais tarde criou-se o mito que o Pai Natal moraria no norte da Europa, na Lapónia, na Finlândia, onde há um pequeno Museu dedicado a esta figura que nos é tão familiar.

O Rei D. Fernando II, a quem devemos a proteção de valioso património português, como por exemplo, os Conventos da Batalha, de Mafra, de Tomar e dos Jerónimos ou, ainda, a construção do Palácio Nacional da Pena, nostálgico das tradições da sua infância do Norte da Europa, resolveu fazer uma árvore de Natal para os seus sete filhos e distribuir presentes sendo que, para memória futura, o “rei-artista” deixou duas gravuras de sua autoria que testemunham o nascimento desta tradição em Portugal.

Mas para os Portugueses, nesta quadra, mais importante que o pinheiro de Natal, é o presépio.

Existem importantes e belos presépios em Museus e Igrejas. A ter que escolher um, sugiro uma visita à Basílica da Estrela para apreciar o presépio, composto por cerca de 480 figuras, que foi executado a pedido da rainha D. Maria I e que é o primeiro a incluir a cena da Adoração dos Reis Magos.

Este conjunto escultórico religioso do século XVIII, obra do escultor Machado de Castro, demorou cerca de cinco anos a ser concluído e merece a nossa visita atenta.

António Acciaioli Campos