Cardus Edição 111, julho 2022
66 é um número!
Gordo!
Rechonchudo!
Traduzido em letras, diferentes, acham-se seis. Para além do a, i, n, t, só tem mais duas, que se repetem quatro e cinco vezes!
Se lhe dermos companhia, o seu mundo é infinito:
66 cores numa paleta, em circunferência, com grupos de 6 tonalidades;
66 €, para gastarmos no mercadinho de velharias, domingo de manhã, entre um café e um passeio à beira-mar;
66 cm, de fita cor-de-rosa, corações e quadradinhos lilases a segurar o cabelo num laço repolhudo;
66 vezes, as que nos perguntamos de longe em longe: valeu, vale ou valerá a pena?
66 dias, os que vivemos em novela, dia-a-dia, em repetidos 66;
66 sorrisos, de quem gostaríamos, como presente, todos os dias;
66 olhares, em toda a volta, meia-volta, à tua procura, porque não estás;
66 truques para emagrecer, aqueles que afinal eram mesmo só truques;
66 canções, as que mais nos tocaram o coração;
…
66 anos de vida, a minha, agora rumo à mudança que se avizinha. Uma etapa que termina para que outra possa começar!