Cardus Edição 27, 01-03-2018

Rio Tejo

Esta série de quatro selos sobre o rio Tejo foi emitida pelos Correios de Portugal em 26 de fevereiro do ano corrente.

Cada selo contém uma imagem e um fundo criteriosamente escolhidos para darem uma visão da importância do rio em termos de história, natureza, desenvolvimento humano e económico.

As imagens representadas são as seguintes:

Espiral de cronologia pós-paleolítica do vale de Ocreza, Mação, afluente do rio Tejo;
Portas do Ródão, rio Tejo em Vila Velha do Ródão.

Campino, Ribatejo;
Ponte de D. Luís, sobre o Rio Tejo, unindo Santarém e Almeirim.

Alfaiate no rio Tejo, baía do Seixal;
estuário do Tejo, Ponta da Erva, Vila Franca de Xira.

Embarcação tradicional do Rio Tejo, baía do Seixal;
Torre VTS do Porto de Lisboa.

O rio Tejo é o rio mais extenso da península ibérica, são cerca de 1100 km desde a nascente à foz. É um rio cheio de vida e história, não só nossa como também no país vizinho. À partida não é fácil sintetizar em quatro pequenos pedaços de papel uma visão abrangente do Tejo, contudo, o atelier que desenhou a série, conseguiu selecionar algumas das imagens mais simbólicas ou os temas mais representativos que estão associados a este grande rio, como podemos ver:

temos história na imagem da arte rupestre do primeiro selo (há cerca de 25000 peças de arte rupestre no Tejo e afluentes),
temos desenvolvimento económico e conservação da natureza com os alfaiates do estuário (nem conhecia estes pássaros, para mim era tudo flamingos), com a ponte D. Luís,
temos cultura e tradição com o campino e com o barco típico,
temos paisagem natural com as portas do Ródão e a lezíria,
e temos ainda modernidade com a brilhante torre do centro de controlo marítimo do porto de Lisboa, projeto do arquiteto Gonçalo Byrne que serve de abrigo aos Pilotos da Barra e funciona como Centro de Coordenação e Controlo Marítimo do Porto de Lisboa (CCCMPL).

Quanto a mim só ficou a faltar uma referência às ninfas do Tejo, as célebres Tágides a quem Camões pediu ajuda (inspiração) para escrever os Lusíadas. Têm a vantagem de as podermos imaginar conforme queremos, como a sonhar somos muito bons, todas as materializações que conheço têm um denominador comum: são belas, bem-feitas, ondulantes, enfim umas belezas, até no imaginário o Tejo é bom para nós.

Fonte:http://www.ctt.pt/dotAsset/c46632e3-2589-4c77-924e-5845daa489e7.pdf