Cardus Edição 34, 15-06-2018

Dornes

Vê-se regularmente anúncios ligados à economia do turismo com o moto das escapadinhas de fim de semana, um convite para as pessoas aproveitarem os tempos livres para consumirem um pouco de turismo interno.

Também realizo algumas escapadinhas rápidas, desta vez foi a Dornes uma pequena aldeia na albufeira do Zêzere.

Dornes é uma aldeia remota, não por estar longe de tudo, mas sim porque ou se vai para lá, ou se vem de lá, apenas uma pequena estrada dá acesso à aldeia. Não tem nada de especial, parece um porto fluvial, sem, contudo, se verem muitos barcos. As poucas casas estão regra geral bem arranjadas, nota-se que muitas são de férias, onde os donos vão de vez em quando.  Na parte mais elevada tem uma igreja, lado a lado com uma torre sineira que, segundo uma guia de ocasião, foi construída no século XII.

O melhor de Dornes é o espelho de água da Albufeira e o verde que o circunda. Existem alguns restaurantes populares, uns com vista para o lago, outros nem por isso, o prato popular é peixe frito com migas, o peixe, neste caso, vindo diretamente do lago para a frigideira.

Estacionamento só na estrada principal ou então no largo da igreja onde cabem meia dúzia de carros.

É assim, a aldeia não tem nada de especial, nem precisa de ter, é chegar, dar uma volta a pé pelo empedrado, sentar num banco e demorar o olhar no lago e no verde, comer o achegã frito, que se come muito bem acompanhado do jarrinho da casa, mais uma olhadela ao lago e ao verde e regressar pelo mesmo caminho que se foi.

Tudo simples, muito simples, nada melhor que o simples para um dia bem passado, relaxante, diferente, com toda a beleza que a simplicidade tem.

Cardus
15 de junho de 2018