Cardus Edição 22, 15-12-2017

Ilha de Natal

Estes dois selos foram emitidos pelos Correios da Austrália em 15 de agosto de 2017. Os selos referem-se à ilha de Natal, o da esquerda à passagem ao largo do navegador Mynor que lhe deu o nome (1643) e o segundo à viagem de Dampler na qual os primeiros europeus (dois tripulantes) puseram os pés na ilha (1688).

A ilha de Natal pertence à Austrália com o estatuto de território externo. Situa-se muito longe da Austrália continente (1550 km), muito mais perto das ilhas de Sumatra e Java (350 km). O nome de Ilha de Natal só se tornou definitivo em meados do século XIX, quando os britânicos se apoderaram definitivamente da ilha. A ilha esteve sobre tutela britânica até 1958, data em que a soberania foi transferida para a Austrália a pedido desta.

A ilha é (foi?) rica em fosfatos, cuja exploração foi durante muito tempo a praticamente única atividade económica da ilha. Hoje em dia já não tem o mesmo impacto (as minas chegaram a estar encerradas), o governo, transportes, turismo e comércio são os grandes motores da economia.

Cerca de dois terços da ilha estão classificados como parque natural. O facto de as ilhas só terem sido humanizadas há relativamente pouco tempo (a exploração das minas de fosfato teve início em 1899), permitiu que a natureza se desenvolvesse por si própria sem predação humana. A ilha é assim de um grande interesse para cientistas e ecologistas devido à enorme quantidade de espécies de fauna e flora endémicas. Apesar de pequena contem cerca de 12 tipos de habitat, incluindo largas áreas de pura floresta tropical. Todos os anos, em novembro e em sintonia com as fases da lua, cerca de 100 milhões de caranguejos vermelhos migram em massa para o mar para desovarem, o que constitui um espetáculo único e grandioso classificado como uma das maravilhas da natureza.

Devido à sua posição geográfica o clima das ilhas é tropical, com as temperaturas variando muito pouco ao longo do ano, a mínima nos 23 e a máxima nos 29. A ilha situa-se numa zona de monções e tufões. Ciclones podem também acontecer na estação das chuvas. O céu está normalmente coberto de nuvens, as estatísticas dizem que, em média, apenas oito dias por ano os ilhéus têm céu aberto.

É assim o nosso mundo, cheio de pequenos mundos, qual deles o melhor.