Cardus Edição 21, 01-12-2017

Cardus

nº 21

Sete Grandes Sábios da Antiguidade

Os correios da Grécia puseram este ano em circulação sete selos com as esfinges dos sete sábios da antiguidade.

Os sete sábios da antiguidade foram políticos e filósofos que viveram entre os séculos VII e VI AC, a quem são atribuídas uma lista enorme de máximas e citações ainda hoje uma referência para a vida em sociedade. A lista dos sete sábios não foi muito consensual, nunca os historiadores estiveram de acordo com os nomes. No conjunto das listas mais conhecidas estão contemplados vinte e dois nomes, só quatro aparecem em todas elas (Tales, Pítaco, Bias e Sólon). A mais usual corresponde à que está representada na série de selos que contempla então os seguintes sábios (da esquerda para a direita, de cima para baixo):


Quilão de Esparta

Muito ligado aos jogos olímpicos, diz-se que morreu de alegria, quando soube que o seu filho tinha ganho uma medalha nos jogos.

Duas das suas muitas máximas:
"Visita mais depressa os amigos na adversidade que na prosperidade";
“Conhece-te a ti mesmo”.

Cleobulo de Lindos

Tirano na cidade de Lindos, na ilha grega de Rodes, ao que parece um tirano simpático, pois diz-se que foi um governador exemplar. Cleobulo distinguiu-se, por ser uma figura bonita, forte, pela sabedoria das suas palavras, pelos seus enigmas e pela beleza da sua poesia lírica. Parece também ter tido ideias muito avançadas acerca da educação feminina, a sua filha Cleobulina tornou-se também uma sábia, os seus enigmas não eram inferiores aos do pai.

Três máximas que lhe são atribuídas:
“A moderação é o melhor”;
“Prepara-te para a reconciliação após a briga”;
“Sê superior ao prazer”.

Periandro de Corinto

Tinha fama de sanguinário, mas durante a sua tirania Corinto tornou-se um dos maiores centros mercantis e culturais do mundo grego. No seu reinado foi construída uma rampa (Diolcos) que permitia aos navios atravessarem o istmo de Corinto por terra evitando assim dar a volta pelo Peloponeso.

Duas máximas de Periandro:
“Os prazeres são passageiros, só a glória é perene”;
“Sê moderado na prosperidade, prudente na adversidade”.

Pítaco de Mitilene (Lesbos)

Quando a sua cidade estava prestes a ser atacada pelos atenienses, Pítaco desafiou o general atacante para um combate a dois que decidiria a Guerra. Desafio aceite, Pítaco venceu, sobreviveram os soldados, Pítaco eleito como soberano da sua cidade.

Duas máximas de Pítaco:
“A ambição é insaciável”;
“Não faças o que não gostares que te façam a ti”.

Solon de Atenas


Ateniense, poeta, homem de estado e legislador, nasceu cerca de 638 AC. Reformou social e politicamente Atenas, é considerado o pai da democracia.

Duas máximas de Solon:
“Ninguém é feliz. Quanto muito afortunado.”;
“Confia mais num caracter nobre que num juramento”.

Tales de Mileto

Filósofo, matemático, engenheiro, homem de negócios e astrónomo, é o pai da Geometria. Foi o primeiro homem a prever e explicar um eclipse solar.

Duas máximas de Tales:
“Quem promete, falta.”;
“Se és chefe, começa por saber dominar-te”.

Bias de Priene

É considerado o mais destacado dos sete sábios, mas não existem grandes referências sobre ele. Sabe-se que era um advogado brilhante, eloquente, um grande talento sempre ao serviço do bem e da verdade.

Algumas máximas de Bias:
“Aprende a saber ouvir”;
“Persuade pelo bem, nunca pela força”;
“Sê cuidadoso na realização de um projeto e, uma vez iniciado, prossegue sem desfalecimento”.