Cardus Edição 12, 15-07-2017
Esta série de selos foi emitida pelos correios do México em 05/09/2014 e parece retratar bem a maneira de estar mexicana, para além das cores vivas e alegres normalmente associadas ao país.
Leio a informação disponibilizada pelos correios e lá está: O México adora festejar, aproveita tudo para o poder fazer, sejam os aniversários dos santos, as comemorações nacionais, os casamentos, os aniversários de cada um, um ou outro sucesso na vida. Tudo serve para interromper a marcha do tempo, celebrar e festejar. E a festa não é só a celebração em si, mas também e principalmente, o fogo de artificio, muita comida e bebida, muita música e muita dança, muita, mas mesmo muita alegria.
Nunca estive no México, nunca olhei muito para ele, só tive algum contacto com a música, nos tempos em que a música anglo-saxónica ainda não tinha abafado todas as outras manifestações musicais como a francesa, a italiana, a latino-americana e por aí adiante. Lembro-me dum cantor (Luís Alberto del Paraná), que provavelmente já morreu, que cantava uma canção muito popular sobre o México, que começava com um M…é…x…i…c…o esticado até às últimas possibilidades vocais, com variações sonoras que só um cantor dotado e bem treinado conseguia reproduzir.
A boa imagem que tenho do México aparece-me por influência de um dos meus chefes dos tempos do trabalho, austríaco de nascimento, mas de mentalidade mais aberta que os seus vizinhos do Norte. Este senhor viajava bastante (por via das funções que desempenhava), conhecia assim o mundo quase todo, o seu país de eleição era o México, nas antípodas da sua Áustria natal em termos geográficos e culturais. Adorava a paisagem, a cultura, a música, as cores, a alegria, o calor humano do povo mexicano. Era o país onde gostaria de viver assim a vida profissional e familiar lho permitisse.